A paixão de Maly Motta pelo coach

Fotos: Arquivo Pessoal
Fotos: Arquivo Pessoal

Maly Motta já foi advogada e contabilista. Desde cedo vive a rotina do empreendedorismo com os pais que são empresários. Mas em um momento de sua vida percebeu que não era mais feliz com o que estava fazendo e precisava mudar. Seu hobby até então que era ajudar as pessoas acabou se tornando sua profissão. Hoje ela é coach e hoje trabalha com paixão. Conheça um pouco mais da entrevistada de hoje.


Para quem não te conhece, quem é Maly Motta?

Eu sou um ser em constante evolução e acredito que o amor é a base para a felicidade universal. E quando falo do amor, ressalto também o amor próprio, aquele que nos faz escutar a nossa alma para então valorizarmos as nossas características únicas. Exercitar o amor próprio é decidir deixar de agir conforme a massa e fazer escolhas de acordo com a própria consciência.

No que você já trabalhou?

Meus pais são empresários desde os meus 6 anos de idade. E desde muito cedo vivi em meio aos negócios deles. Ainda criança, aos sábados ajudava meus pais em pequenas tarefas no supermercado que eles tinham. E adorava! (Risos) Depois ajudei em outras empresas deles e já sentia despertar em mim o desejo de empreender. Com o apoio deles montei uma loja de papelaria e presentes e amava o que eu fazia. Estar em contato com pessoas, fazer novas amizades e poder levar soluções para os desejos delas sempre foi algo que me proporcionou muita realização. Veio a oportunidade de morar uns meses fora e eu fui viver essa rica experiência. Retornando ao Brasil, vieram os estágios na área jurídica e a experiência como advogada em escritório.

O que faz hoje?

Hoje eu continuo em contato com muitas pessoas, conhecendo outras novas e oferecendo soluções para as dores de quase todas elas. Escolhi ser Coach de Vida e Carreira para poder ajudar as pessoas que queiram viver melhor, mais felizes ao implementar mudanças na sua vida pessoal e/ou profissional. Por meio do meu trabalho, ajudo-as a se conhecerem e saberem quais são as crenças limitantes, as travas emocionais que não permitem que elas vivam o que anseiam no fundo do seu coração. Além do Coaching, trabalho com a EFT (Emotional Freedom Techniques) – uma técnica que liberta as emoções negativas (como mágoa, ódio, culpa, desprezo, baixa autoestima, preocupação, autorreprovação, etc) causadoras de ansiedade, fobias, pânico, medo e doenças físicas. Trabalho ainda com sessões de Desenvolvimento Pessoal que auxiliam um despertar na consciência para uma vida mais abundante e presto também consultoria para empreendedores.

Você comentou que achou que trabalharia em empregos tradicionais a vida inteira. Em que momento sentiu que isso não iria acontecer?

Quando senti que não estava sendo feliz com o que eu estava fazendo! Eu sempre desejei fazer o que eu faço hoje e esse era o plano para a minha aposentadoria ou para o meu turno livre quando eu fosse servidora pública na Justiça. Mas a minha insatisfação com a atividade da época foi aumentando e nos meus momentos de reflexão eu sentia, cada vez mais forte, que fazer o que eu faço hoje é a minha missão nessa vida. E aí aconteceu a minha Mudança de Planos!!

Você também disse que a escolha do primeiro curso foi para seguir projetos profissionais da família. Seus pais te pressionaram a seguir a mesma carreira que eles?

Meus pais sempre me estimularam a ser empreendedora e eu tive a ilusão de que poderíamos nos unir aos nossos pais e levar adiante os negócios da família. Na época do meu primeiro vestibular eu escolhi Ciências Contábeis por gostar de números e de organização e por saber que é uma ciência indispensável para todo empreendimento, mas foi uma escolha livre, sem pressão de nenhum deles.

Hoje você ainda trabalha como contadora ou advogada?

Não.

Em que momento decidiu largar essas profissões?

Em agosto de 2014 eu escolhi transformar a minha missão (que é uma antiga paixão) na minha mais nova profissão.

 

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Você me comentou que era insatisfeita com várias situações como o comportamento de algumas pessoas. De que forma isso contribuiu para você construir o seu trabalho atual?

Nessa época que essas situações me incomodavam muito, eu ainda não me conhecia e por isso não sabia como equilibrar as minhas emoções diante do comportamento do outro – que é livre para fazer o que a sua consciência permitir.

A busca do autoconhecimento por meio de profissionais, livros, meditação e a prática desse aprendizado com adoção de novos padrões de pensamento, sentimento e ação me fizeram ver que só precisamos decidir ser felizes e o universo nos mostrará que há muitas possibilidades para mudarmos a nossa vida.

E justamente por ser eu um exemplo disso, acredito na mudança positiva de toda e qualquer pessoa! Todo o meu aprendizado durante quase 20 anos nessa busca pelo autoconhecimento se juntou a minha formação de Coach e outros cursos e leituras profissionais para que eu possa orientar a mudança de toda pessoa que me procure.

Sua ideia de ser coach começou como um hobby. Quando você percebeu que seria a hora de transformar em profissão?

Na verdade, no meu curso de formação, eu me dei conta de que sempre fui uma Coach (risos). Há muitos anos eu escuto “problemas” e desejos das pessoas e consegui despertar o poder interno que elas têm para viverem o que desejavam. Sempre fui adepta das palavras de encorajamento, do poder do elogio sincero e da prática de ver o lado positivo nas pessoas, ajudando-as a se valorizarem. Muitas delas gostavam tanto dessas conversas que mais e mais “momentos para se tomar um café” foram surgindo na minha vida. Viver esse momento me realizava tanto que eu comecei a abrir mão de horas reservadas ao meu projeto jurídico para poder ajudar a qualquer pessoa que me ligasse ou escrevesse pedindo ajuda. A paixão por fazer isso e a estranheza de algumas pessoas que me perguntavam o porquê de eu ainda não ter transformado essas conversas em consultorias, me fizeram sentir que eu realmente havia nascido para isso, pois pessoas diversas percebiam o mesmo talento. Então comecei a pensar na possibilidade de profissionalizar o meu hobby e não mais adiar a felicidade que eu buscava.  E com um empurrãozinho da vida fiz essa mudança.

Acha que tomou a decisão na hora certa?

Sim, pois tudo acontece no momento certo! Sem dúvidas, eu não estive preparada antes para isso. Então chegou o primeiro semestre de 2014 com mudanças na vida de pessoas muito próximas a mim que mexeram mais ainda com a minha maneira de viver. Vieram as dores, mas também um sentimento enorme de gratidão! A nossa vida é um manancial de oportunidades para que evoluamos sempre. Me harmonizei com cada dor trazida pelos três acontecimentos marcantes, tive a humildade para entender que eles vieram para me ensinar algo e a fé de que me fariam uma pessoa melhor. E nesse momento entendi que a vida me convidava a viver o que a minha alma estava certa para viver, mas que o meu subconsciente ainda boicotava. Então foi chegada a hora de assumir a minha missão de vida! Entendi que eu já não tinha mais tempo a perder diante da brevidade da vida e dos momentos.

Como lidou e lida com a questão do medo? Teve muito medo que a mudança não daria certo?

O medo existiu anos antes, quando eu tive alguns insights de que seria essa missão que eu planejei (na erraticidade) para desempenhar nessa vida. Mas no momento que eu decidi, após esses aprendizados, eu estava preenchida da coragem e da certeza de que daria certo, pois Deus é o meu guia.

Quais dificuldades você encontrou pelo caminho?

Eu ainda estou nesse caminho (risos) e acredito que as dificuldades sejam alguns resíduos de crenças que possam estar no meu subconsciente. É por isso que a autovigilância deve ser constante nas nossas vidas.

Sua família te apoiou na tua decisão?

Sim! Sou muito grata ao meu marido que me apoiou incondicionalmente e me apoia até hoje. Sou grata também ao apoio que recebi dos meus pais e irmãos. E aqui eu faço um agradecimento maior a minha prima Taiane que, em 2013, ao se sentir melhor após uma conversa comigo, me disse que eu tinha que trabalhar com isso. Esse depoimento dela me incentivou demais. Mas hoje vejo que tantos outros incentivos anteriores foram sementes que germinaram no tempo certo.

Como está indo sua nova carreira?

Está ótima, graças a Deus! É tudo muito novo, pois o meu trabalho se dá quase que 80% virtualmente, mas quando há amor e investimento no conhecimento, as coisas ficam mais fáceis.

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A questão do que os outros pensariam de você te atrapalhou de alguma forma?

Atrapalhou antes da tomada da decisão, mas como falei, senti que era a hora de viver o que eu tanto desejava e não pestanejei. Sempre soube que, por se tratar de uma missão, teria o apoio da força que rege esse universo. Ainda escuto pessoas que me amam pedirem para eu advogar, mas entendo que é o amor delas somado aos seus próprios medos que fazem com que se preocupem com o meu futuro. É natural! Eu agradeço a elas a preocupação e digo que estou mais feliz assim e que Deus é meu guia.

Enfrentou dificuldades financeiras com essa mudança?

Todo início requer um investimento maior, mas nada que uma reserva financeira ou um apoio não resolvam.

Você é bem remunerada hoje?

Estou no início da minha carreira e ainda não atingi a minha meta financeira, mas hoje ganho mais do que eu ganhava como advogada.

Você investiu muito para iniciar na sua carreira como coach?

Sim. Além da formação, há cursos extras, serviços de papelaria, salas para atendimento (ainda atendo presencialmente em Salvador), site, publicidade, presentes para clientes (risos) e outras coisas mais. Mas nada que um planejamento e uma boa organização não deem conta.

Seu trabalho é feito mais pela internet?

Sim. Atendo muito mais pelo Skype do que presencialmente. Essa é uma grande facilidade, pois já me permitiu atender pessoas em Portugal, Chile, Estados Unidos, sem contar a dos estados brasileiros.

Quais seus projetos futuros?

Meus projetos futuros visam a difundir os meus conhecimentos a mais pessoas e ajudá-las a criarem a sua feliz realidade.

Qual o teu propósito de vida?

Viver a minha missão que é despertar a consciência das pessoas para que elas façam contato com o seu poder interno e sejam a mudança que desejam.

Para você, porque as pessoas tem tanto medo de colocar as ideias em prática?

Essa é uma questão muito recorrente nos meus atendimentos. Acredito que muitas pessoas vivem no automático por desconhecerem os seus talentos, as suas habilidades e a sua liberdade de serem quem desejam ser. Copiam o outro por acreditarem que terão a mesma felicidade do outro e, não poucas vezes, por medo de não serem aceitos sendo quem desejam realmente ser… Esquecem que somos únicos, que nascemos para mostrar ao mundo o nosso melhor e que a diversidade é a riqueza da humanidade. Essa falta de coragem para colocarem em prática as suas ideias gera muita frustração, ansiedade, fobias e outras doenças físicas que são desencadeadas por emoções negativas.

O que você diria se alguém te falasse hoje que não consegue sair de seu emprego e empreender?

Primeiro eu recomendo que a pessoa descubra se tem perfil de empreendedor. E para quem já sabe que tem alma de empreendedor, eu recomendo que planeje bem essa transição para que ela seja mais suave. Toda mudança é bem-vinda quando o emocional está preparado. Veja as vantagens que você terá ao fazer essa mudança e faça contato com a sua essência que é abundante e que merece ser feliz!! Desconstrua crenças que lhe deixam estagnar e seja fiel ao seu desejo. Claro que vale ressaltar a importância da razoabilidade para que não se viva apenas uma aventura. Escute algumas pessoas que fizeram esse caminho e seja otimista. E se der medo, enfrente-o com ações.

Caso você queira, estou pronta para lhe ajudar nesse preparo emocional com a EFT ou as sessões de desenvolvimento pessoal. Podemos também fazer o processo de coaching que lhe auxiliará nesse planejamento e ação. E minha dica final: antes de decidir sobre qualquer coisa, medite! Se não souber meditar, escute uma música relaxante, fique em silêncio e anote o que passa pela sua mente e o que sente no fundo do seu coração.

2 respostas

  1. Suas respostas, Maly Motta, muito bem fundadamenadas. Amei!! Grande aprendizado para todos nós.Parabéns! Suce$$o! Bênçãos! Amamos Você.

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Olá. Meu nome é Dieverson Colombo, tenho 32 anos e definitivamente não consigo me apresentar em poucas palavras. Mas para você não ficar mais confuso, posso te dizer que me formei em jornalismo, já fiz muita coisa para conseguir pagar as contas, sou escritor e publiquei meu primeiro livro em 2019. Também gosto muito de ouvir e produzir podcasts e por isso você vai encontrar conteúdos nesse formato por aqui.

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