Meire Oliveira é formada em letras e deu aula por oito anos, até descobrir que não era exatamente o que ela queria. Quando estava indecisa, entrou em um hotel para trabalhar como recepcionista. Mas no meio disso conheceu o coach e uniu com sua paixão por escrever (ela já tem dois livros publicados) e sua vida mudou.
Hoje ela é coach de transformação, escritora e palestrante e ajuda pessoas a se transformarem com seu projeto. Conheça um pouco mais da entrevistada de hoje.
– para quem não te conhece, quem é Meire Oliveira?
Meire Oliveira é uma pessoa bem humorada, geniosa e borboleta! Coach de transformação, escritora e palestrante, que ama estradas e os processos que nós, seres humanos, passamos.
– no que você já trabalhou?
Morria de dúvidas aos 17 anos no Ensino Médio, não sabia o que fazer. Entrei no curso de química, onde fiquei por seis meses, depois fiz Letras e dei aula durante oito anos.
Em 2013 larguei a carreira como teacher de inglês e ainda não sabia o que queria. Em 2014 comecei a trabalhar num hotel, aprendi muita coisa, mas depois que conheci o Coaching e me aprofundei em meus valores sabia que o melhor pra mim seria viver a vida que faria sentido, ou seja, ser Coach e escrever que é o que amo!
– o que você faz hoje?
Hoje eu sou coach de transformação, ajudo as pessoas que querem transformar algo que as incomoda na vida delas. Estou para lançar um treinamento online para quem quer aprender a ter uma vida mais conectada com suas verdades e essência. Escritora com dois livros publicados, o Pintando Borboletas e o Vai Com Fé que Flui. E palestrante.
– quais são os assuntos dos seus livros?
Energia, motivação e fé no positivo.
– você tem o seu site também, qual o objetivo dele? Por que você decidiu criar?
Para ter uma espécie de lar virtual, onde as pessoas pudessem conhecer melhor meu trabalho e se conectarem por meio dos textos.
– a intenção é que seu site seja seu trabalho?
Na verdade eu quero diversificar porque também aprecio muito sentir a presença das pessoas ao vivo, por isso as palestras. Mas é disso que quero viver sim.
– você foi professora por oito anos. Era infeliz nesse trabalho?
Na verdade eu não era infeliz, era acomodada. O que mudou isso foi uma pergunta que um aluno de 11 anos me fez um dia. Ele me perguntou se eu tinha algum sonho pessoal e eu ao que eu ia responder que meu sonho era casar e ter filhos ele me disse que não poderia ser isso, que tinha que ser algo muito pessoal. Foi então que eu comecei a me buscar.
– a pergunta desse aluno mudou a tua vida então?
Exatamente!
– o que mais aconteceu na sua vida para tomar a decisão de fazer essa mudança?
Eu comecei a me buscar mais, a olhar o que eu realmente gostava e o que não gostava. Porque muitas vezes a gente se acostuma com o que nos faz mal e ter que seguir regras para dar aula me incomodava. Eu comecei a perceber que o assunto que mais gostava na sala de aula era quando algum aluno falava um problema pessoal e pedia ajuda, me empolgava com isso!
– isso de querer ajudar você sempre gostou bastante? quando você se deu conta que isso poderia virar sua profissão?
Sim, sempre gostei. Já quis fazer psicologia, mas me identifiquei com o coach quando conheci várias pessoas pela internet que vivem disso. Falei pra mim mesma “eu também posso”. Foi uma espécie de amor à primeira vista
– pretende escrever mais livros?
Pretendo, mas mais pra frente sobre minha história.
– ser empreendedora foi uma ideia que passou pela sua cabeça em algum momento ou é algo recente?
Desde que larguei a carreira como professora passava, só que na época eu não sabia como faria, nem o quê.
– e como foi esse processo pra descobrir? o que você fez para decidir o que fazer?
Primeiro eu pirei. Rsrs. Depois resolvi relaxar mais e deixar me guiar por aquilo que gosto, porque foi sempre me deixando guiar por tudo o que me inspirava que o caminho foi se abrindo. Por exemplo, eu nunca tive o sonho de lançar um livro…Quando abri meu primeiro blog eu escrevia nele todo dia, adorava! E aquilo fluiu de tal forma que os leitores e amigos pediram e me incentivaram a lançar um livro.
– você fez a transição sem largar tudo. Como foi esse planejamento?
Na verdade eu planejava largar o hotel mais para frente, mas não gosto de pisar em valores meus e apesar de toda gratidão que sinto por todas as lições que aprendi lá, era assim que já estava começando a me sentir, como se eu tivesse que me repartir em duas pessoas, uma que trabalhava com o que ama de manhã e outra que à tarde tinha que vestir uma máscara e pisar em cima de alguns valores. Me sentia já me maltratando, por isso decidi que o melhor seria continuar a minha caminhada com uma vida que realmente fazia sentido e fazia sentir para mim. Afinal não tem coisa melhor (não que seja super fácil, tem seus desafios sim) do que fazer o que a gente ama! Melhor forma de conexão.
– como lida com a questão do medo?
Bom, eu me vi numa situação em que eu já estava pensando que preferia morrer a ficar como estava, e penso que se nada der certo posso dar aula de inglês ainda, nada estará perdido. Mas algo dentro de mim assopra que dará.
– tua família te apoia nessas decisões?
Apesar do medo deles, apoiam. Rsrs.
– quais medos? O que eles te falam?
Eles ficam com medo de não dar certo, porque não entendem muito de tecnologia, mas procuro explicar e acalmá-los.
– você se considera bem remunerada?
Hoje em dia sim.
– e já enfrentou dificuldades financeiras?
Sim, quando larguei a carreira como professora não foi bem planejado e por eu não saber o que queria fiquei meio perdida e passei aperto.
– qual teu propósito de vida?
Ajudar as pessoas a transformarem a vida delas enxergando a luz que elas têm! Muita gente está acostumada a olhar só para sua própria escuridão.
– você acha que as pessoas não acreditam no seu potencial e vivem infelizes achando que é assim mesmo?
Sim, eu mesma tinha essa dificuldade! Acredito que temos que melhorar e curar muitas coisas em nós, mas precisamos olhar para nossos potenciais e acordá-los e é ajudar as pessoas a fazerem isso, a inverter a visão sobre elas mesmas que me faz vibrar!!
– para você, porque as pessoas tem tanto medo de colocar as ideias em prática?
Todos temos medo, mas o foco nele é que faz as pessoas paralisarem. Por isso é preciso trabalhar a autoconfiança e fé em si mesmo, assim se o medo vier a gente vai com ele, mas vai. Rsrs.
– o que você diria para alguém que quer empreender, mas não sabe por onde começar, tem medo, receio do que os outros vão dizer? Que dica você daria para essas pessoas?
Eu daria a dica que dou para os meus coachees, faça um Caderno das Descobertas e anote lá tudo o que descobrir sobre si mesmo. O que gosta, o que não gosta, o que quer, o que não quer. Não adianta se desesperar, se buscar é a melhor forma de ir abrindo o caminho. Mas acima de tudo ter fé em si mesmo ajuda as coisas a fluírem melhor.
– para quem pensa em escrever um livro, o que você pode dizer sobre a experiência de escrever, fechar com uma editora, vender? Conta um pouco da tua experiência.
Bom, quem quer escrever tem que acima de tudo acreditar no seu dom ou talento. Se jogar e divulgar seu trabalho. Mas, acima de tudo, escrever o que acredita, o que se sente bem em escrever, porque o resto vai fluindo com o tempo.
Eu fechei contrato com uma editora independente, a Penalux. Pesquisei bastante antes de procurar uma editora e como tinha alguns conhecidos nessa editora eu mandei meus escritos e eles aprovaram. O lance é divulgar e saber divulgar para não enjoar os leitores. Rsrs. Mas investir em marketing digital ajuda bastante também.